Empresária é procurada pela Polícia Civil após prejuízo estimado em R$ 800 mil com vendas de eletrônicos em Anápolis

A Polícia Civil de Goiás intensifica as buscas por uma empresária de 34 anos investigada por um suposto esquema de fraude na comercialização de eletrônicos pela internet.
A ação faz parte da Operação Chamariz, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) da 3ª Delegacia Regional de Polícia (3ª DRP), que apura um prejuízo estimado em R$ 800 mil às vítimas.
Segundo as investigações, a suspeita utilizava as redes sociais para anunciar celulares e outros aparelhos eletrônicos de alto valor com preços muito abaixo dos praticados no mercado.
Para garantir a compra, os clientes eram orientados a realizar o pagamento antecipado por Pix.
Conforme a Polícia Civil, a investigada entregava alguns produtos no início das vendas para conquistar a confiança dos consumidores.
Os relatos positivos desses primeiros compradores eram publicados nas redes sociais e serviam para atrair novos clientes. Depois, porém, diversos consumidores afirmam que efetuaram os pagamentos, mas nunca receberam as mercadorias.
As investigações começaram após dezenas de vítimas de Anápolis e cidades da região procurarem a Polícia Civil e o Ministério Público para denunciar o suposto golpe.
Durante a Operação Chamariz, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e executaram medidas judiciais que incluem a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da investigada. Também foram determinados o bloqueio de contas, o sequestro de bens e a indisponibilidade de um imóvel que seria utilizado para armazenar mercadorias.
A Justiça decretou a prisão preventiva da empresária, mas ela não foi encontrada nos endereços visitados pelas equipes policiais e, atualmente, é considerada foragida.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a investigada já responde a apurações por fatos semelhantes na região de Aparecida de Goiânia, onde também possui registro de fuga.
O GEIC informou que as diligências continuam para localizar a suspeita, identificar possíveis envolvidos no esquema e concluir o inquérito, que será encaminhado ao Poder Judiciário.
Foto: Reprodução/Facebook de Vanessa Marega / 🎥 Polícia Civil De Anápolis




