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Fogo Amigo e Fim da Linha: Marqueteiro rejeita guerra contra Flávio Bolsonaro e deixa projeto de Caiado

O jornal O Globo revelou a crise que tomou conta do núcleo duro da campanha presidencial do governador Ronaldo Caiado. O motivo principal foi o desligamento do marqueteiro Paulo Vasconcelos, que se recusou terminantemente a conduzir uma guerra de “baixarias” contra o senador Flávio Bolsonaro, estratégia esta arquitetada por Gracinha Caiado.

O plano de Gracinha tinha como objetivo principal a busca desenfreada por engajamento e repercussão nas redes sociais. Contudo, a agressividade foi um tiro no próprio pé. O eleitorado da direita bolsonarista percebeu rapidamente a manobra, deixando a candidatura de Caiado manjada e gerando forte resistência entre os conservadores.

O rompimento expõe duas visões incompatíveis na condução política de Caiado. De um lado, a vontade de Gracinha pelo confronto imediato. Do outro, a análise fria de Vasconcelos, que pedia cautela. O marqueteiro afirmava que Caiado precisava se apresentar nacionalmente antes de atacar qualquer pessoa, expondo suas ideias, propostas, trajetória e o projeto que tem para o Brasil.

Vasconcelos alertou repetidamente que a postura de “franco-atirador” destruiria qualquer chance de Caiado conquistar a parcela do eleitorado da direita necessária para vencer. Ele defendeu a manutenção das pontes com o bolsonarismo e apontou para o erro similar já cometido por Romeu Zema. Como o conselho técnico foi ignorado em favor da busca por cliques desejada por Gracinha, Caiado subiu o tom contra Flávio e consolidou a crise interna que culminou na saída de Vasconcelos.

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