*lMárcio Corrêa ameaça romper contrato e exige retorno imediato dos ônibus às ruas em Anápolis

A paralisação total do transporte coletivo em Anápolis nesta segunda-feira (30) provocou uma reação firme do prefeito Márcio Corrêa (PL). Em reunião emergencial com representantes da Agência Reguladora Municipal (ARM), o chefe do Executivo não descartou a possibilidade de romper o contrato com a Urban, concessionária responsável pelo serviço.
De acordo com o prefeito, a empresa vem descumprindo obrigações contratuais, como a renovação da frota com veículos novos. A greve dos motoristas, que conta com o apoio do sindicato da categoria, agravou ainda mais os problemas do setor, deixando o terminal urbano praticamente vazio e milhares de usuários sem transporte.
“Já houve sinalização para subsídio de combustível, mas esse apoio está condicionado ao cumprimento de melhorias por parte da Urban, o que ainda não aconteceu”, pontuou Márcio Corrêa, reforçando que o transporte coletivo é um tema central de sua administração. Ele lembrou que a pauta foi levada pessoalmente ao governador Ronaldo Caiado (UB) ainda no início do ano.
Nos bastidores da Prefeitura, fontes relatam que o governo vinha apostando no diálogo com a empresa para evitar o colapso do sistema, mas a paralisação desta segunda-feira fez crescer a pressão por soluções mais rígidas e imediatas.
Entre as iniciativas já adotadas pelo município, destacam-se a implantação da tarifa zero em domingos e feriados, além da inclusão de projetos de renovação da frota no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
Durante o encontro com a ARM, Márcio foi enfático: “Se está difícil para a empresa, está difícil também para o município e para os usuários. E se for necessário, não teremos receio em rescindir o contrato.”
A Prefeitura cobra o retorno imediato da frota às ruas e aguarda um desfecho nas negociações entre a Urban e os trabalhadores para normalizar o serviço o quanto antes.
Márcio Corrêa, prefeito de Anápolis. (Foto: Paulo de Tarso/Secom)




