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CONTA SOBROU PARA OS MUNICÍPIOS: Goiânia e Aparecida entram em colapso com decisão estadual de barrar urgências no Hugo e Hugol

As redes municipais de urgência e emergência de Goiânia e Aparecida de Goiânia entraram em estado crítico de saturação. A origem dessa sobrecarga incomum e repentina nas UPAs é resultado de uma decisão estratégica tomada na cúpula do governo estadual comandado por Daniel Vilela, conforme apurou o Goiás24Horas junto a fontes da própria Secretaria de Estado da Saúde.

Para evitar o desgaste político provocado por filmagens de pessoas deitadas em macas pelos corredores das unidades estaduais, o governo determinou o fechamento das portas abertas do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo) e do Hugol. Pela nova diretriz, o atendimento passa por um filtro seletivo restritivo, e quem chega procurando socorro é instruído a retornar para casa ou se deslocar para as UPAs locais.

Essa transferência artificial da demanda criou um gargalo insustentável para as prefeituras da região metropolitana. Unidades municipais, que deveriam focar em atendimentos clínicos de menor complexidade e estabilização rápida, agora recebem pacientes com traumas e fraturas graves. Para piorar a situação, ao serem inseridos no sistema de regulação estadual, esses mesmos cidadãos deparam-se com uma barreira quase instransponível: uma fila de espera que já beira 100 mil pessoas aguardando procedimentos, exames ou vagas hospitalares definitivas.

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