
A morte de Ilda Soares Ribas (82 anos), ocorrida à 1h da madrugada de terça-feira (8) por parada cardíaca, é um retrato sombrio de como a má gestão hospitalar reflete diretamente na vida da população. O calvário no Hospital Estadual de Formosa (HEF) começou na ausência do Estado.
Primeiro, faltou ambulância do Samu às 17h de segunda (7), quando a idosa teve dores nas pernas e falta de ar. Depois, às 23h30, faltou o básico na porta do HEF: uma maca. Pesando 90 quilos, ela caiu, ficando no chão e na chuva enquanto a família implorava ajuda.
A instituição que não conseguiu fornecer uma cadeira de rodas é o IMED, mesmo instituto que, segundo o Metrópoles, distribuiu mais de R$ 200 milhões em contratos suspeitos de ligação com o PCC durante o governo Caiado/Daniel. Enquanto milhões fluem para contratos nebulosos, a população perde a vida implorando por socorro no chão molhado.




