MP pede prisão domiciliar com tornozeleira para Vanessa Marega, investigada por suposto golpe milionário em Anápolis

O Ministério Público de Goiás (MPGO) se manifestou favoravelmente à substituição da prisão preventiva da empresária Vanessa Marega por prisão domiciliar, com a adoção de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
A empresária é investigada por um suposto esquema de estelionato envolvendo a comercialização de eletrodomésticos e eletrônicos em Anápolis.
O parecer foi apresentado no âmbito do pedido de habeas corpus e será analisado pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), responsável por decidir se a investigada poderá deixar a unidade prisional para cumprir a medida em casa.
Anteriormente, no dia 27 de junho, o desembargador Sival Guerra Pires havia negado o pedido de liminar para soltura imediata, optando por aguardar uma análise mais detalhada do caso antes da decisão colegiada.
Na manifestação, o MPGO destacou que Vanessa Marega é mãe de três crianças com menos de 12 anos, que dependem diretamente de seus cuidados. O órgão fundamentou o posicionamento no artigo 318-A do Código de Processo Penal, que prevê a possibilidade de substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar para mães de filhos nessa faixa etária, desde que o crime investigado não envolva violência ou grave ameaça.
O Ministério Público também observou que a investigação trata de um suposto crime de estelionato, sem emprego de violência física, que não existem indícios de crimes praticados contra os próprios filhos da investigada e que Vanessa é considerada tecnicamente primária.
Apesar da manifestação favorável do MPGO, a empresária segue presa.
A decisão final sobre o pedido de habeas corpus será tomada pelos desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás, que poderão manter a prisão preventiva ou autorizar a substituição pela prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
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Fonte: Aconteceu É Notícia FM




