
Candidata a vice-governadora na chapa de Marconi Perillo (PSDB) apontou duplicação da GO-174, internet no campo e segurança rural como prioridades para o setor produtivo
A candidata a vice-governadora Jacqueline Zaiden (PSDB) detalhou as propostas de Marconi Perillo (PSDB) para o agronegócio durante entrevista ao programa TJ Goiás, da PUC TV, nesta terça-feira (22). Produtora rural e liderança política do Sudoeste goiano, ela afirmou que o cenário atual exige medidas urgentes que atendam desde o pequeno até o grande produtor.
Entre os compromissos assumidos, Jacqueline defendeu que o próximo governador deve articular junto à União a securitização das dívidas rurais. “O agro passa por um momento delicado, com graves problemas financeiros. Precisamos desse mecanismo de renegociação, e quem tem força para liderar esse movimento em nível nacional é Marconi Perillo”, sustentou.
Ela também citou o uso do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para subsidiar juros e ampliar a capacidade de armazenagem nas propriedades.
Infraestrutura e conectividade
No capítulo da infraestrutura, a candidata enfatizou a duplicação da GO-174. A rodovia de aproximadamente 45 quilômetros, que liga Rio Verde a Montividiu, é vital para o escoamento da safra na região Sudoeste. “Esta via transporta a riqueza do nosso estado e será duplicada”, prometeu.
Jacqueline também destacou a expansão da internet na zona rural não apenas como ferramenta de comunicação, mas como insumo produtivo. “O maquinário moderno exige conectividade. A internet no campo deixou de ser apenas comunicação para se tornar necessidade de produção”, explicou.
Agilidade
Sobre o licenciamento ambiental, a candidata cobrou celeridade e critério técnico. “O agro não espera. Temos janelas de plantio e colheita; nosso tempo é contado. Não podemos depender da lentidão da burocracia para resolver problemas”, criticou.
A candidata também listou o fortalecimento da Patrulha Rural como medida essencial para garantir a segurança nas propriedades e regiões produtoras.
Por fim, Jacqueline resgatou sua trajetória, explicando que sua entrada na política foi motivada pela defesa do setor produtivo, especialmente durante as discussões sobre o Fundeinfra e a chamada “taxa do agro”. “Sou do setor e percebi que, diante dessa polêmica, faltavam vozes na linha de frente para defender nossos interesses”, concluiu.




